Falhas Eternas - [Capítulo 37]. A Felicidade da Soberba (V)
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Cai Xing após quatro dias, caiu exausto no chão. Ele soube, porque claridade da alvorada apontava o amanhecer do quarto dia.
Como cultivador, em todo o seu caminho, nunca esteve tão cansado em sua vida, mas a pessoa que cuidadosamente limpava sua própria espada sequer tinha uma gota de suor ou sujeira em si mesmo. Sequer parecia cansado! Era um vigor desnecessariamente bom!
No primeiro dia, ele foi tão espancado que se perguntou se ele realmente tinha duzentos anos de experiência.
No segundo dia, embora não tão espancado, mal conseguia ler os ataques de seu shizun.
No terceiro dia, conseguiu desviar dos ataques, porém ele sempre acabava apanhando de alguma forma e nas últimas horas, aquelas que contavam o quarto dia, por estar mal se aguentando de pé, mais uma vez, foi espancado até se questionar sobre ser cultivador.
— Parece que ensinei mal este discípulo… Desvie!
— O discípulo só tem um rosto bonito? E a esgrima que lhe ensinei? Inútil!
— Por que você se gaba em ter passado Yan’er? Ao menos ele sabe se defender!
— Toda sua vida foi em vão, Jovem Mestre Ca… Luo?
Ah… quanto mais Cai Xing olhava mais achava essa pessoa atraente.
Fosse sua aparência de tirar o fôlego ou… o quanto se parecia, em personalidade, com a pessoa que amou.
Ele fechou os olhos por um instante.
“Se eu tivesse usado o sabre, eu teria ganho, certo?”
— O discípulo deve estar pensando que se usasse sua arma dominante, provavelmente venceria, certo? — Shen Zhengyi se aproximou, ficando de pé ao lado do corpo exausto do discípulo.
Por acaso, seu shizun tinha alguma habilidade espiritual de ler mentes?
— Não exatamente. — Cai Xing não iria admitir isso nunca.
— Mesmo que estivesse com um sabre não teria sequer acertado um golpe em mim. Sua leitura para a batalha sempre foi atacar e não se defender, Ca… caro discípulo. — Mestre Shen tossiu falsamente, mas Cai Xing não percebeu a estranheza. — Como se fosse inútil defender sua vida.
“Por que eu sinto que ele está zombando de mim?”, Cai Xing analisou.
— Ainda acha que sua vida não importa? — O mestre continuou.
Cai Xing abandonou a ideia de seu mestre estar zombando dele. Afinal, seria outra pessoa. Seu shizun era sério demais para isso. Ou… talvez um desvio de qi havia distorcido a personalidade de seu shizun? Ele estava realmente preocupado!
Ele abriu os olhos.
— É a primeira vez que precisei me preocupar com a minha própria vida. — O mais novo respondeu, encarando a íris azul que o observava atentamente.
Mestre Shen suspirou.
— Espero que tenha aprendido a se defender, não há muito que eu possa ensiná-lo. Você já é um cultivador quase completo. És um talento único em sua idade, então não se machuque ou perca sua vida por não saber se defender o suficiente. — Zhengyi disse casualmente, e cruzou os braços atrás do corpo.
— Mas, Shizun… se eu não conseguir me proteger, você vai estar lá por mim? Ao meu lado?
Shen Zhengyi pausou por um momento e riu.
— Não seja bobo. — Ele falou e desviou seu olhar. — Não posso te proteger enquanto estiver longe de mim, além disso, não acha difícil estar dependendo de alguém?
Cai Xing abriu um sorriso ainda maior.
— Se for o Shizun não me importo se depender a vida toda.
— Luo Hang, eu não quero que dependa de mim. — Sua expressão era séria quando ele disse. — Como Mestre, só posso desejar que abra suas asas para o mundo e sempre siga o caminho que for o melhor para você. Além disso… A vida toda é muito tempo, não suportaria um discípulo tão travesso! — Mestre Shen falou, sacudiu as mangas e virou-se de costas.
Surpreso, a boca de Cai Xing abriu formando perfeitamente um “O”.
Shizun estava realmente zombando dele! Porra… ele havia sido trocado?
— Ouso acrescentar que és um discípulo que possui filhos… são muitas bocas para alimentar. — Mestre Shen falou e saiu andando calmamente, como se não tivesse dito nada.
“Filho…”
— Que filho?
Uma agulha atravessou o pátio, das mãos de Zhengyi até uma árvore. Ela atravessou a folhagem e os galhos se remexeram. Cai Xing teve sua atenção tomada pela agitação. Em seguida, uma pessoa saltou de lá e caiu no chão.
Era Wei Qi.
— Tinha me esquecido de você. — Cai Xing deu um salto energético, se levantou e bateu a poeira do seu corpo. — À noite, venha ao meu quarto.
Wei Qi não se importou ao ser rejeitado. Ele havia ganhado muito ao ver aquele patife sendo espancado. E, conseguia entender o porquê poderia ser subjugado por uma criança.
“Ele consegue se aguentar diante de um Grão mestre.”
Ele apenas suspirou profundamente e desapareceu. Ele decidiu por enquanto seguir esse jovem mestre mimado.
Cai Xing por outro lado, correu o mais depressa possível para um banho. Embora pudesse se livrar de toda a sujeira usando o poder espiritual, ainda preferia um banho.
Assim que estava relaxando na banheira, a porta do seu quarto foi aberta. Um Xie Yan ainda abatido, entrou no quarto.
“Eu não posso tomar banho em paz?”, Cai Xing praguejou internamente.
E, assim que viu Cai Xing em sua face mais vergonhosa, ele virou de costas.
— Aya desculpe. Não achei que estaria aqui. — Ele colocou a mão sobre os olhos.
— E o que faria em meu quarto? Pegar uma roupa íntima, escondido? — Ele tinha um sorriso malicioso e virou-se na banheira de madeira, escorando seu corpo sobre a beirada, quase ficando em uma posição vergonhosa, ele cruzou os braços e repousou seu rosto sobre ele. — Eu já lhe disse: você não será capaz de me satisfazer!
— LUO HANG! Não seja tão pervertido! — Xie Yan cerrou os dentes ao falar.
— Certo, eu me rendo. — Ainda existia um sorriso no rosto dele. — Apenas diga o que veio aprontar no meu quarto se não roubar minha roupa…
Cai Xing tinha que admitir. Embora não gostasse muito de Xie Yan, era divertido provocá-lo. Na verdade, gostava de provocar qualquer um que caísse em sua provocação.
— Eu vim agradecer.
— Isso é nojento vindo de você. — Ele desdenhou. — Não fiz nada demais, era meu dever ajudá-lo.
Ele se virou e pisou com força no chão e com ainda mais força, colocou algo sobre a cama. Fez tudo isso sem olhar para seu irmão discípulo.
— Shizun disse que você gostava de leques. Um presente de agradecimento! Ele pessoalmente me ajudou a comprar!
— Então veio me seduzir com um leque? — Ele arqueou a sobrancelha. — Não é muito eficaz.
Xie Yan, com o rosto vermelho de raiva, encarou Cai Xing com os olhos semicerrados. Por um segundo, ele esqueceu sua raiva. Ele não gostava de homens, inclusive estava perseguindo uma garota, mas a visão daquele irmão, era um pouco sedutora demais.
— Eu vou embora! — Ele saiu batendo a porta. — PERVERTIDO!
Cai Xing riu e olhou para o leque na cama.
Ele imaginou o Shizun escolhendo o leque com uma expressão séria no rosto. Uma cena muito fofa…
— Isso é mal! — Estava excitado.
Cai Xing não achou que outra pessoa o pudesse deixar assim: desamparado.
Então apenas imaginou o pior tipo de situação: seu desgraçado e antigo mestre maldito.
— Não! Aquele maldito ao menos tinha um bom corpo…
Ele se sentou na banheira e mergulhou seu rosto na água rapidamente e saiu, mas sua mente imoral, retornou ao seu adorável Shizun.
O pequeno Cai entre suas pernas estava animado.
Cai Xing, pensou se realmente deveria se masturbar ali mesmo. Ele tinha suas próprias condutas quando se tratava de sexo e satisfazer a si mesmo. Uma mera punheta não o deixaria satisfeito completamente e não gostava de suprimir sua voz, por isso não achou certo fazer isso em paredes tão finas.
Não importava como olhasse, pela primeira vez em sua vida hesitou em fazer isso. Mas, Cai Xing sabia que esse desejo repentino era exatamente o que ele precisava naquele momento.
Sua garganta secou ao desviar por um momento, ao pensar em como seria bom fazer o shizun implorar por mais enquanto cavalgava, ou seria melhor meter tão fundo nele para fazê-lo perder a compostura?
Cai Xing mordeu os lábios e sugou o ar quando jogou a cabeça para trás.
Ele nem percebeu onde sua mão nervosa estava.
Não. A imagem de Shen Zhengyi o chupando era ainda melhor. Aquela língua rosada poderia fazer um estrago nele se quisesse. Lambendo, toda a extensão do seu pau, a língua torcendo em sua boca, provando o pré-semen que ameaçava escorrer.
— Porra! — O gemido saiu alto.
Cai Xing ofegou pesadamente.
Ele abriu mais as pernas e largou suas bolas para encontrar sua entrada. Ele realmente precisava de mais. Algo que pudesse fazê-lo esquecer o mundo ao redor e o tornasse a puta mais baixa e lasciva possível.
Sua mão se apertou ainda mais e seus movimentos ficaram ainda mais rápidos, adentrou dois dedos de uma vez. Ele gemeu mais uma vez, ainda mais alto que antes e o líquido pegajoso e esbranquiçado escorreu da abertura apertada.
Claro, ele queria experimentar cada parte do corpo de Zhengyi. Queria mordê-lo e chupá-lo onde pudesse, deixá-lo marcado para lembrá-lo quem era o dono daqueles chupões.
Seu corpo enrijeceu quando encontrou o pequeno ponto de prazer dentro de si, e usou os dedos para cutucar cada vez mais perigosamente aquele lugar.
Ele precisou de todas as forças para morder os próprios lábios e não deixar escapar mais nada de sua boca. Seus quadris estremeceram e sentiu seu corpo formigar por todo lado. Ele sabia o quão sensível poderia ser, mas isso estava além da conta.
Era porque já tinha algum tempo que não tinha um parceiro?
Ele sentiu que precisava ser fodido até a morte.
Os pés de Cai Xing se contorceram e ele buscou algum lugar para se segurar e não demorou muito tempo para que viesse uma segunda vez.
Cai Xing abriu os olhos e os sentiu ficarem mais pesados. Não havia percebido que havia chorado também. Toda aquela tensão se desfez e seu corpo relaxou. Ele encostou a cabeça na borda da banheira com a mente mais esclarecida.
— Cacete! Dessa vez perdi o controle! — Ele murmurou para si mesmo.
Ainda com a respiração descompassada, ele olhou inexpressivo para sua mão, coberta pelo seu próprio gozo e abriu a boca para lamber o líquido em sua mão.
“Amargo…”, ele pensou. “Preciso de mais pêssegos.”
Ele não sabia o porquê se comportou assim. Afinal, não era a primeira vez que fazia isso pensando na pessoa que tinha interesse.
— Isso também foi mais rápido que o normal… — Murmurou mais uma vez, estalando a língua.
No final, ele decidiu não pensar muito nisso e terminou de se limpar. Ele vestiu uma roupa decente para enfim parecer alguém a altura e pegou o leque.
Foi difícil para Cai Xing, logo após sair do quarto, encontrar Shen Zhengyi tomando um chaá, enquanto conversava com Xie Yan. Ele não conseguiu tirar da mente aquela imagem de shizun o chupando e depois, usando todo seu vigor para fodê-lo.
Ele sentiu um calafrio subir em suas costas, porque mais uma vez sentiu o pequeno Cai tomar vida. Então, sem pensar deu um tapa no próprio rosto, que ficou a marca dos cinco dedos na bochecha.
Abrindo o leque para esconder a si mesmo, caminhou até o par de mestre e discípulo e se sentou à mesa com eles.
Xie Yan, o olhou de soslaio, ainda com raiva.
— Vocês dois parecem ser mais inimigos do que irmãos. — O Mestre repreendeu os dois discípulos.
Antes de responder, Cai Xing tossiu falsamente.
— Yan’er é muito fraco contra provocações, só quero ajudá-lo a treinar. — Mentiu descaradamente.
— Provocações? Você é um maldito pervertido! — Xie Yan elevou sua voz.
Zhengyi bufou.
— Não estamos em casa, controlem-se! — O mais velho se impôs.
Cai Xing virou o rosto sorrindo, apenas balançando o leque e Xie Yan emburrado, fez o mesmo, mas diferentemente, cruzou os braços.
Mestre Shen se perguntou se eles tinham mesmo vinte anos e por fim, perguntou ao mais velho dos seus discípulos:
— Gostou do leque?
— Não é ruim. — Sem querer ele baixou um pouco além do devido o leque e as marcas de dedo apareceram.
— Alguém lhe deu um tapa?
Cai Xing congelou. Ele não deveria ter baixado a guarda tão rápido. Como explicaria isso: Shizun, eu me masturbei pensando em você! Venha, me foda? Foda-se! Ele teria que mentir mais uma vez! E pior, mentir de pau duro!
Shen Zhengyi, terminou de abaixar o leque: cinco dedos perfeitos.
— Encontrei alguém no caminho que se equivocou. — Ele sorriu forçado.
— Tenho certeza que a culpa foi sua. — Xie Yan retrucou.
Cai Xing semicerrou os olhos e encarou Xie Yan.
— Claro… — Ele respondeu com um sorriso, embora não desse para saber se foi de pura malícia ou pura maldade.
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Ao mesmo tempo tinha um lugar ainda mais caótico. Os corredores do Palácio do Demônio estavam agitados. Não era uma comemoração ou a chegada de alguém importante, mas todos estavam tomando cuidado redobrado ao passar perto dali.
Antes do sol nascer, o líder havia cortado a garganta de vinte e sete cultivadores da seita.
— Hualing!
O grito estrondoso percorreu todo o palácio, alcançando o pavilhão onde as concubinas do líder estavam.
Hualing, a esposa principal, que estava sentada, sorriu amargamente. Ela sentiu que sua morte havia chegado. Nesse mesmo dia, marcava exatos cinco anos que seu Mestre havia pedido para treinar Tang XiaoWen.
Mas, Tang Xiaowen era alguém difícil de ensinar. Ele se recusava a aprender, recusava a tocar qualquer mulher ou homem e sempre desaparecia do harém. Resumidamente, ela achava, que às vezes, ele recusava a si mesmo.
As reclamações de Tang XiaoWen para o seu Mestre estavam ficando cada vez mais frequentes, mas todas as vezes, sua resposta era apenas um sorrisinho maldoso. Esse seu marido parecia estar tramando alguma coisa com esse garoto.
Ela não negava a beleza estonteante de Xiaowen e nem seus talentos. Ele tinha tinha todas as qualidades possíveis e ainda se negava a usar esses talentos!
Hualing estava ficando louca com esses dois!
E, o garoto louro e estranho, para findar este ciclo de loucura, havia desaparecido há três meses! Três meses e não havia conseguido trazer ele de volta! Tang Xiaowen havia sumido!
Hualing estava com medo do que poderia acontecer, o Mestre não era alguém estável e em tal dia, cabeças já haviam sido arrancadas. Ela deveria ser a próxima.
A mulher chegou ao salão principal se tremendo por completo, ao colocar as mãos no que separava ela, daquele ambiente sangrento do outro lado.
Geralmente, ela não tinha medo, Hualing faria o que quisesse no harém e se entregava ao seu mestre sem amarras. Mas, quando se tratava do assunto de outros, aquele homem era um louco!
— Minha querida esposa, entre! — O tom de voz era tão suave que parecia carinhoso.
Hualing não hesitou mais e adentrou no Palácio. Aquela sensação de perigo caminhou lado a lado com ela e não era pelos corpos dilacerados e esquartejados, ou aqueles corpos secos, sem vitalidade. Era ainda muito menos pelo odor do sangue. Há muito tempo havia se acostumado a eles, o problema era o quão calmo o homem no trono estava.
— Meu Marido. — Ela se curvou três vezes a ele.
— Hualing, ultimamente tenho estado insatisfeito.
— O que houve meu Marido, diga-me e farei tudo o que estiver ao meu alcance para poder ajudá-lo. — Ela respondeu hesitantemente.
O homem suspirou.
— Tang Xiaowen. Para onde aquele garoto foi? A esposa sabe onde ele está? Lembro-me que hoje é o dia que ele completa dezoito. — o líder dos cultivadores demoníacos explicou.
Hualing se ajoelhou, colocando a testa no chão.
— Essa serva falhou! Essa serva trará o garoto de volta! — Hualing gritou desesperada.
— Então o marido esperará a esposa pacientemente. — O homem com a máscara sorridente sorriu por debaixo daquela máscara. — Afinal, uma presa deve tentar escapar de seu predador. A caçada nunca se torna satisfatória se a presa esse entregar facilmente.
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N/A: Eu realmente espero que isso não tenha ficado ruim, e que vocês tenham apreciado. Ademais, este é o ultimo capítulo do ano!!! E adiantando, queria desejar-lhes boas festas!! E até o ano que vem!!
Publicado por:
- yuweihua
-
Às vezes, me perco em minha própria loucura e quando vejo estou escrevendo.
Espero que se divirtam lendo minhas histórias, assim como me divirto aos escrevê-las ^^
você vai me achar no link abaixo:
https://xiaoyuautora.carrd.co/
minhas outras postagens:
cyberpunk2022.12.27Reminiscência – Corações Indômitos
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